A decisão dos exportadores brasileiros de interromper os embarques de carne suína para a Argentina não deve ter grande impacto para o país, segundo avaliação do analista do setor de carnes Victor Tonelli. "A Argentina importa carne suína também do Chile e algo da União Europeia. Portanto, o impacto não seria muito grande", disse Tonelli. Porém, ele avalia que a indústria argentina poderia chegar a ter problemas se a medida brasileira for acompanhada pelos demais exportadores.
O analista pondera que é prematuro avaliar com profundidade o impacto real de uma paralisação das exportações brasileiras. "Temos que ver se é uma medida preventiva do Brasil ou permanente", ponderou. Tonelli explicou que a Argentina só importa carne suína para produzir embutidos, cujo consumo per capita é de entre 3 a 4 quilos por ano.
Já o mercado de carne fresca no país é abastecido pela produção doméstica. Segundo ele, o consumo per capita anual de carne suína fresca é de 7,5 quilos.
Os exportadores brasileiros interromperam hoje os embarques de carne suína para a Argentina devido à suspensão das licenças automáticas de importação e o aumento da burocracia, como apresentação de declaração juramentada junto à Receita Federal e envio de e-mail à Secretaria de Comércio Exterior com pedido de liberação para cada operação de compra.
Fonte: Agência Estado





